quarta-feira, 31 de outubro de 2007

experiências da noite chegam aos jovens cada vez mais cedo

22 Maio 2007

Para alguns jovens de 13, 14 ou 15 anos, o mundo da noite já não é desconhecido. Nos meios urbanos, a experiência da vida nocturna e das noitadas com os amigos chega cada vez mais cedo. E com ela os riscos que lhe estão associados, como a violência, os consumos de álcool e drogas ou a precariedade das relações afectivas.

Uma precocidade no desenvolvimento social e relacional que às vezes não é acompanhada por uma estabilidade emocional, alerta a psicóloga Helena Marujo. Sair à noite não quer dizer chegar a casa de madrugada. Nem tão pouco é sinónimo de comportamentos de risco. Mas a dificuldade em fazer opções e dizer "não" a uma série de solicitações é maior em idades de menor maturidade, afirma Helena Marujo. Sejam elas um shot, um "charro" ou uma "curte".

A convicção é confirmada pela voz de Sofia, uma adolescente já com 16 anos: "as miúdas mais novas, que estão a descobrir a vida, são as piores. Muitas vezes não têm noção do que fazem. Agem assim quando estão alteradas e não estão conscientes". Mais preocupante, considera a professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, é a ideia que se instalou de que "sem álcool e sem drogas, não é possível divertirem-se". Uma ideia que não foi criada pelos jovens, mas "que eles foram buscar aos adultos", sublinha.
Diário de Notícias.

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